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Obama não quer novos caças F-22 para a USAF


O congresso americano e a administração Obama estão em uma grande batalha para definir o futuro do jato de guerra stealth F-22 de 5ª geração.

Depois de uma comissão aprovar recentemente o ano fiscal de 2010, que incluiu as despesas militares e estabelece a compra de mais 12 caças F-22, o presidente americano Barack Obama prometeu vetar qualquer lei que inclua o financiamento dessas aeronaves. Foi sua primeira ameaça de veto desde que tomou posse.

Apesar do anúncio de Obama, uma comissão do Senado aprovou o financiamento de pelo menos mais sete desses caças.

O F-22, um caça invisível de superioridade aérea concebido durante a Guerra Fria, era visto como a aeronave que se tornaria a espinha dorsal da Força Aérea. Havia inicialmente planos para se construir cerca de 400 jatos, mas vários funcionários da administração - incluindo o secretário de defesa Robert Gates - chegaram ao número de 187, pois a aeronave não seria mais compatível com as necessidades atuais das guerras modernas e de contra-insurgência.

Gates, porém, disse que mesmo que o programa do F-22 pare, não significa que a aeronave não será utilizada no futuro.

"Nós não estamos matando o programa F-22", disse ele. "Teremos 187 deles."

Mas os legisladores, especialmente os de Estados em que o F-22 supostamente produziria empregos, tem outros planos.

Em 17 de junho, o Comitê de Serviços Armados da Câmara aprovou, por 31 votos a 30, 3,69 bilhões de dólares para a produção de mais 12 caças F-22, e no dia 25, o Comité de Serviços Armados do Senado aprovou, por 13 votos a 11, mais $ 1,75 bilhões para a construção de mais sete aeronaves.

"O caça de combate é importante para a nossa segurança nacional e para a nossa economia", disse a senadora Susan Collins.

Cerca de 250 dos 1.400 funcionários da Pratt and Whitney em North Berwick estão envolvidos na produção do motor F-119 utilizado no F-22. A empresa disse que esses empregos estariam ameaçados caso o programa fosse cancelado.

A Lockheed Martin Corporation, fabricante do caça, diz que o F-22 produz 95.000 postos de trabalho em 44 estados - uma fonte do Pentágono diz que estes numeros estão inflacionados. A Lockheed disse que milhares de trabalhadores seriam demitidos se a produção parasse.

A administração de Obama alega que o F-22 é uma "relíquia" da Guerra Fria e que não tem utilização nas atuais guerras no Iraque e no Afeganistão. O caça tem um preço unitário de 140 milhões de dólares e até hoje nunca participou de uma missão única missão de combate real.

Como efeito, a sua utilização pode ser mais visível em filmes. Foi destaque neste ano em "Transformers: Revenge of the Fallen" e "Iron Man".

Travar a produção faria jus a promessa de Obama sobre reformar o orçamento de defesa a fim de não adquirir sistemas de armas voltados para a Guerra Fria, dos quais nunca usariam.

Winslow Wheeler, diretor do projeto de reforma da estrutura militar de Washington, baseado no "Center for Defense Information", disse que nem o F-22 nem o F-35 terão qualquer utilidade prática em guerras contra-insurgência, e os chamou de "escandalosamente caros."

"Obama e Gates precisam ensinar uma lição para o Congresso de que os anos de despendiosos projetos de defesa, incluindo o F-22, chegaram ao fim", disse ele.

Grant, do Instituto Lexington, chama o veto de ameaça "extrema", mas afirmou, que em geral, tais ameaças "não são incomuns.".

Grant alega que mais caças F-22 são necessários para fazer frente a eventuais ameaças provenientes da China, que está expandindo repidamente suas forças armadas, ou a partir da Rússia e de outros inimigos.

"Em 30-40 anos poderíamos enfrentar ameaças que não podemos se quer imaginar hoje", disse ela.

Outros defensores do F-22 dizem que a continução do programa cobrirá o tempo para a introdução do F-35, que está sendo concebido como o futuro caça de combate da Força Aérea. Cerca de 135 já foram fabricados e há planos para a fabricação de mais 2.443 para vários forças aéreas do mundo e outros ramos das forças armadas.

Cada F-35 irá custar cerca de US$ 105 milhões, e o escritório de contabilidade do governo afirmou para o Congresso que o programa sofre problemas de custos e atrasos.

Fonte: Fosters - www.fosters.com
Traduzido por Raul Cotrim de Mattos

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